Um júbilo por detrás dos ossos,
força-os em grandezas incabíveis ali.
Ou um aperto. Sabe-se lá
a duração de um e outro,
que se confundem.

A página que se segura parada.
Velas levemente amareladas, capitão embriagado.
Virar é continuar a ler:
júbilo e prazer.

Deixá-la ali,
com um marcador qualquer,
é ir cambaleante com os desejos:
escrever.

4 comentários:

maria carol disse...

Ah estes desejos cambaleantes...

...

passam por mim,
assombram meus olhos
e ainda pintam as pontas de meus dedos com carvão preto.

Que será que será, meu Deus? Que sai da sombra soltando contornos e quando se pensa que se achou mais se some e se duplica?

Que coisa é essa, amigo? Que força?

Que calo? Que canta? Que solta?

Que arrasta?

Incógnito desejo.

tossan® disse...

É magistral! É poesia pura! Complexo pra mim confesso, mas me esforço e entendo. Penso que sim! Abraço

Germano Xavier disse...

Isso aqui tá beirando a perfeição, mestre.

Germano Xavier disse...

Isso aqui tá beirando a perfeição, mestre.