Luto, tristezas e uma certa paz - 18

Os dias seguem escrevendo aqui, ali, “esquece”, “esquece”, “esquece”. Eles oferecem-me em cada passo, em cada hora, o convencimento de que tudo segue como antes. Tudo vai se sobrepondo ao pequeno acontecimento diluído na história, a morte, aquela morte, a da minha mãe. No entanto, o entorpecimento que a rotina oferece se vai no mesmo instante que o tomo; e então sinto que a morte me talha em cortes finíssimos na alma uma estranha sensação. Estou tentando me acostumar a essa nova vida. (Não é preciso dizer aqui o que digo, todos vivem seus lutos, e o que aqui faço, portanto, é apenas mais uma forma de prestar homenagens a ela).

2 comentários:

Paula Barros disse...

Quando leio sobre esta forma que você encontrou para lidar com o luto, lembro o quanto é difícil para mim saber lidar com o luto que o outro está vivenciando, sentindo.
Lendo, apreciando o lado poético, é uma coisa, quando temos uma pessoa amiga passando por este processo não sabemos ouvir, não sabemos o que falar.

Gosto de estar junto nestas homenagens, e fica sempre a vontade de saber mais sobre ela, e desta ligação bonita com ela.

abraço!

EDER RIBEIRO disse...

Será querido Dauri que se acostuma mesmo? Não sei. Haverá sempre uma falta. Abçs.