vento de asas,
amor de um momento
de um ver

mas fosse o amor
naquela hora
um encontro e tudo o mais

não foi
foi somente coisas de ar
pássaros

o olhar de um
o olhar de outro
a multidão e nunca mais.

14 comentários:

Paula Barros disse...

Este seu poema me reportou a um momento, uma passagem, um olhar, a observação,a multidão, um abraço, uma dica...me trouxe lembranças.

Como eu gostaria de ter escrito, de escrever assim.

Ler é entre tantos coisas, este nos transportar, nos deixar emocionado, falar por nós.

um abraço.

Mai disse...

"Undal" foi esta a palavra de verificação que apareceu no último comentário que fiz. Uma palavra aleatória que me deixou a impressão de algo que seguiria.

No amor, talvez, seja assim, também: olhar e ver...depois dá-se o encontro e tudo segue um, dois, mais...undal é uma palavra e é o meu devaneio por estas bandas, nestes lados multiplicados.

Gosto daqui e de ficar por aqui mais tempo.

um grande abraço, Dauri.

Mai disse...

Ah!

E quanto a estar junto como disseste no outro texto - digo-te: SEMPRE.

tossan® disse...

Estava com saudade dos teus poemas. Um encontro e tudo mais. Abração

Márcio Ahimsa disse...

fosse o vento asa,
o amor em casa -
porta aberta,
janela escancarada
e a espera
dois braços abertos
longe de implorar
que fique
ou dizer adeus.

Ah, aqui o encontro com a poesia.

Abraços.

Paula Barros disse...

O trem...sim o trem, o apito, a partida, a chegada, movimento, ação.

E lá estou a me lembrar de um outro poema. Fico com a sensação que se não vier por aqui vou perder o bonde.

(falo da imagem do blog, ressalto para não parecer que está fora do contexto do poema)

Carla disse...

De um momentâneo olhar pode nascer uma lembrança infinita...


Gostei deste teu espaço. Poesia sempre!

Vivian disse...

...quanto cabe numa troca
de olhar?

não seria espaço suficiente
para o amor entrar?

bj, menino!

Loba disse...

tudo pode acontecer qdo os olhares se gostam. até o amor.
bom te encontrar novamente poesia. tava com saudades dela em ti.
beijo

Vivian disse...

...gosto deste teu canto.

tem cheirinho de jardim poético!

bj

Daniel Hiver disse...

O vento que vem do movimento suave das asas, pode ser sim uma referência delicada a um amor de momento; mas pode ser sim um encontro e tudo o mais e especialmente a indiscutível força de uma troca de olhares que não se desviam.
E a multidão que passa pode continuar e passar de vez!
E os que se olhavam antes podem ficar para sempre!

Raquel Amarante disse...

Seu blog tem o layout aconchegante e sua palavra muito me agrada.

Seguindo

maria carol disse...

Tais amores de pássaro
sempre me ocorrem ao vento...
enchem minh'alma e me alimentam o espírito.
Vôo mais longe e melhor.
Mesmo sendo eles assim tão levinhos e fugazes.

Rejane Martins disse...

Vim por indicação do GRANDE Eurico e te agradeço pela qualidade do que encontro e leio.