Luto, tristezas e uma certa paz - 2

Uma das minhas irmãs diz que avista nossa mãe nos seus próprios gestos e feições quando se olha no espelho. Achei isso tão bonito e fiquei pensando, eu não, eu não a vejo. Tenho a sua presença e a sua ausência a cada momento em cotas suaves de tenuras e dores ásperas de  novas perdas.   Ah, no mundo das mudanças, no mundo dos provisórios, no mundo dos fluxos, no mundo das fases, das passagens é tão complicado lidar com este definitivo, a morte.

2 comentários:

Paula Barros disse...

Ao elaborar seu luto, falar dele, nos ajuda a refletir e a pensar as ausências, a morte....a vida.
Um lágrima escorre.

Esta fase deixa seus textos mais intimistas, e mais próximo da gente-leitor, da gente-gente.

abraço

Anna Amorim disse...

Novas perdas nos faz reviver outras passadas, as dores se somam, as x multiplicam-se, assim como as ternuras, por isso conseguimos seguir. Vivemos em estado de continuidade, embora a contemporaneidade insista em apagar esta verdade.

Grande abraço,

Anna Amorim