dão sinal...as frases dão sinal de acabar, talvez acabem, as frases

o que ficará no lugar, o lugar, a paisagem, lados, ainda mais, mais do que multiplicados

mas estou bem, uns foram comigo lá, lá, bem lá

uns foram, dois exatamente, ela, ele, mai-eurico

depois tudo se desfez, se desfaz, e se refez, se refaz, o mar, isso

o mar abraça minha cidade, refaz meu estado de amar

5 comentários:

Eurico disse...

Grato pelo sinal, Poeta.
Um pequeno sinal nos anima, quando queremos bem.
Mesmo que acabem todas as frases...
Que o vento sopre todas as folhas...

De alguma forma estarei aqui, nesses lados multiplicados...

Fica bem, irmão.
Abraço muito fraterno.

Dauri Batisti disse...

EURICO E MAI,

eu estou bem, sempre estive, muito bem.

Ando vivendo outras experiências, estou envolvido com uma pesquisa de mestrado, fazendo novas tentativas com as palavras.

Ando meio sem tempo e quando me sobra tempo tenho visto filmes, velhos e novos.

Mas nao vou negar que ando com preguiças, várias preguiças, ainda mais com este calor. Mas na hora certa volto a postar mais regularmente no blog.

Ando estudando no meu projeto de pesquisa a literatura como resistência aos modos capitalistas de produção de sujeitos, e mais especificamente a literatura que se produz na internet, sem o glamour das grandes produções e editoras e etc e tal. Por ai. Depois explico melhor.

Obrigado pelo carinho,

beijo

Paula Barros disse...

"as frases dão sinal de acabar" - As frases com você não acabam, se modificam, tomam novas cores e texturas, novas vozes, mas acabar, nunca, tenho certeza. Elas podem até não vir aos blogs, mas elas estão vivas em algum lugar...gavetas, blocos, computador...vivas dentro de você.

Você tem um manejo especial com as palavras.

E quem sabe nós podemos futuramente ler a seu trabalho do mestrado.

abraço, bons dias, bom Natal.

Paula Barros disse...

Dauri, hoje estava lembrando que faz dois anos que acompanho seu blog, que leio os seus escritos. Que sinto os pensamentos na voz dos personagens. Que me emociono ao ler. Ouve mudança por aqui, mas a emoção que os textos passam me percorre.

Nenhum autor esteve tão presente nas minhas leituras.

Fui lá em dezembro de 2008, me lembro perfeitamente da emoção que senti ao ler o blog em 31.12.08. E meu exagero em comentar. rsrs

E escrevi e guardei:
Gosto quando a emoção do outro me instiga. Me faz pensar e repensar a mim. Faz o escrever sair de mim caindo junto com as gotas de orvalho sentimental que cai dos olhos.
O inundar de sentimentos a me afogar e só assim sei respirar, o viver , a vida.
Só quando lavo os pés nas águas cristalinas dos olhos, sei caminhar desanuviada. - 31.12.08

Quando se escreve, não se sabe quem vai ler, como se vai ler, os íntimos que vão ser tocados.

Um abraço de agradecimento.

Mai disse...

Cá estou e sempre feliz quando leio que as palavras vão e voltam que as frases acabam e recomeçam de algum modo em algum lugar.

Fonte inesgotável, fluxo de rio largo, gigante.

Desejo que o mestrado te inunde de palavras e que todos os lados se multipliquem.

Grata por todas essas e aquelas palavras, amigo.

Sucesso em seu mestrado.


um beijo