enquanto vai o vento enxurrada abaixo, fraseio.

resseco, encharco-me de um outro sentido.

não sucumbo, fujo.

a frase ficou por entre as páginas do livro do Kundera no verso de um panfleto do café.

coisas boas.

frases assim perdidas de vida, vida porém.

linda a vida, não sucumbe, foje e se arranja.

se rearranja.

rearranjar tem um som bonito.

3 comentários:

Eurico disse...

A hora é propícia para os sons das palavras. A fonética guarda uma in/tensa poética. Tenho buscado isso lá no Eu-lírico.

E, enquanto o vento dos discursos inócuos arrasta as mentes, venho ao abrigo, nesses lados multiplicados.

Abç

Paula Barros disse...

"não sucumbo, fujo" Penso que deve ser sempre melhor fugir a sucumbir, fugir em tons e sons para rearranjar a vida com outra cores e outros olhares.

Gosto de ler e reler o pensamento de Geoffrey Hill.

abraço!

Paula Barros disse...

Li e lembrei de seus escritos:

"Mesmo que os meus versos nunca sejam
impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir." Alberto Caeiro

Sua escrita é bela, tem raízes e floresce em quem ler. Não pode ficar sem vir ao blog. Esta tua pausa está demorada.
Tenho certeza que as palavras não descansaram em tua mente. Aguardo.

abraço!