alumia as frases ó gato.

tens nos olhos estrelas de Andrômeda, vizinha e tão distante desta via.

mia, mia aquelas palavras lácteas que um faraó poetizou olhando o céu em noite escura.

mia, mia palavras luzes, poesias.

as frases mirradas que acendo, apesar do esforço, nada alumiam a vida e as ruas.

mia as ruas, os muros, as esquinas, as frases ilumina.

3 comentários:

Jorge Pimenta disse...

dauri, que melhor referência que teres vindo parar ao viagens de luz e sombra por via do blogue da mai. pessoa singular e escrevente/escritora de méritos incontestados. sê bem-vindo, pois.
agradeço as palavras que lá deixaste, bem assim como os tons vivos das flores que semeias pelo ar, neste céu carregado de nuvens das chamas que devastam as florestas de mil dizeres.
parabéns pelo teu espaço e pela grande escrita.
um abraço!

Marcantonio disse...

Tenho desconfiança de que as palavras formam costelações que só alumiam a vida por fora. Comungo: "as frases mirradas que acendo, apesar do esforço, nada alumiam a vida e as ruas."
A escuridão não vem do firmamento, parece crescer do solo.

(Que belo arrazoado esse de Geoffrey Hill. Realmente.)

Abraço.

Eurico disse...

Aqui te reencontro, Poesia...

Abraço fraterno.