luto, tristezas e uma certa paz - 22

Canta o sol ao meio-dia uma saudade, muitas, tantas saudades, também o sol faz isso, hoje o do meio-dia, cada dia a saudade vem em suas vontades, em horários surpreendentes, o sol do meio-dia me planta recordações de estradas, de pomares, de água de côco e sombras gigantes de jaqueiras, de pessoas queridas, queridos que se foram, meio-dia no verão, era tão bom, não o meio-dia, nem o pomar, nem a sombra fresca da secular jaqueira, nem o riacho, nem o moinho, não, era bom estar ali com meus queridos, meus queridos, canta o sol, foi isso que eu disse, não chora o sol, canta, canta o sol ao meio-dia e me traz vivas ao coração pessoas que se foram, é que misturo aqui os que ficam e os que disseram adeus, os que chamam, perdão, é que misturo aqui as cinzas da quarta-feira, as cinzas da morte, e o adubo das rosas, as amarelas, aquelas que brincam de sol.

7 comentários:

EDER RIBEIRO disse...

Realmente, Dauri, qdo estamos entre os nossos queridos, pouco importa o tempo. Que o seu tempo de recordação possa, agora, insuflar o seu coração de alegria. Sua crônica além de poética, carrega demasiado lirismo. Abçs.

Paula Barros disse...

Saudades recheadas de lembranças. Lembranças muitas. E o sol canta...linda esta imagem. O sol canta e articula os muitos braços neste cantar, neste en.cantar, neste despertar de lembranças, neste apertar, abraçar de saudades.

Gosto desta sua misturação de lembranças e de sentimentos de todos que vivem em ti.

abraço.

Paula Barros disse...

Senti falta do link da música, fiquei passando o mouse pelas palavras em busca de uma palavrinha, que mesmo sem uma cor diferente, me levasse para um outro mundo colorido - o da música.

Dauri Batisti disse...

Obrigado minha querida, tinha esquecido.
Obrigado Paula.
Aí está a música.

Paula Barros disse...
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Paula Barros disse...
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Paula Barros disse...
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